terça-feira, 9 de março de 2010

E quando escolhi esse caminho deveria ter me livrado do coração...


Só sabe como usar alguém aquele que entende como esse alguém funciona... Existem poucas pessoas a quem não entendo e às vezes nem essas me escapam, mais pareço um demônio a envenenar almas, e retiro das pessoas aquilo que não me agrada em seus pensamentos, furtivo como um assassino vivo a matar idéias e conceitos, quando me tornei assim? Quando perdi o habito de conversar e passei a convencer? E o porquê de fazê-lo? Antes o fazia para mostrar que era possível, depois o fazia para tirar vantagem e hoje? Vivo a tentar não fazê-lo, e consigo? Às vezes... Não, hoje desfaleço aos poucos com cada linha de pensamento que mato, e desacredito na originalidade dos sentimentos que desperto, quantos deles não existem unicamente por vontade minha? Maldito e sedutor caminho o que trilho... Tão doce o sabor da vitoria tão triste não ter outra arma, outro método, e vivo sem saber se domino ou se lidero e quantas vezes não soube distinguir se tinha um amigo ou um servo. Tornei-me um inútil por não usar a única coisa que sei fazer “usar” e deixei de conquistar por não querer mais me julgar, quando começaram meus julgamentos? Quando comecei a me condenar? Fui meu juiz, meu júri e meu réu, contra o que me tornei, não tive defesa, ainda lembro o porque adentrei esse tribunal, entrei porque exigia dos amores que tive um amor de verdade, um amor que não fosse duplamente meu e tão somente culpa minha, um que eu não tivesse provocado e sim um que tivesse me escolhido.

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