sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Percebi que...

Não sou dos melhores dançarinos, mas começo a ensaiar passos nessa complicada valsa, tão intima e ao mesmo tempo desconhecida. É como se eu pudesse adivinhar o próximo movimento, o acerto por puro golpe de sorte, ou seja, instinto, talvez já estivesse tudo realmente escrito. 

Contenho-me como se fizesse um seguro, por achar que o salão é efêmero, inseguro; que minha parceira nessa dança seja feita de sonhos e que escape dos meus braços, na densa neblina de duvidas que me assistem bailar.

Assobio, cantarolo, dou pequenos saltos como se a felicidade pudesse no ar me sustentar. Sussurro os meus desejos, enquanto não vejo o teu olhar. Só o meu espelho sabe o que eu almejo te contar; bem não é segredo, se pode intuir, imaginar.